Elas voltaram!

O acessório queridinho dos anos 80 voltou com tudo em 2018.

Por Larissa Ferreira, Hugo Nascimento e Vitória Sousa.

Tem coisas que nunca saem de moda, mas tem outras que vão embora e quando retornam chegam chamando a atenção de muita gente. E foi exatamente o que aconteceu com as famosas pochetes, que por muito tempo ficou à margem da moda sendo considerada um acessório “cafona” dos anos 80, entretanto em 2017 elas passaram por uma releitura voltando como uma das tendências mais fortes e usadas dos últimos tempos. Além de se tornar a nova queridinha da moda, as pochetes estão ajudando a gerar renda para pessoas que precisam de um dinheiro extra.

Foi o caso da designer de moda Nara Prado, que ao sair da faculdade foi em busca de um emprego na área, mas foram tentativas frustradas. Então com o incentivo de seus familiares, ela resolveu buscar por conta própria uma maneira de conseguir trabalhar na sua área, mesmo não tendo verba e maquinário para suas criações: Foi aí que pensei em fazer algo mais prático e fácil. Algo com minha pouca experiência na máquina de costura pudesse confeccionar, explica. No início ela começou a confeccionar nécessaires, mas não teve muito sucesso: Peguei umas folhas de jornais e comecei a riscar meus primeiros nécessaires. Minha mãe e minha irmã levavam para o trabalho e elas voltavam com as mãos vazias dizendo que as pessoas pediam também bolsas, conta.

Em meio ao mercado tão concorrido ela criou a sua própria marca de bolsas, Nara Prado, e quando ela já tinha um ano de existência viu nas pochetes um novo nicho que ela poderia explorar: Em 2016 quando minha marca já estava com um ano, queria fazer algo diferente além das bolsas. Comecei a lembrar de mim e das minhas amigas que gostavam de liberdade na balada. Quando ia a casas noturnas, se não houvesse chapelaria para guardar a bolsinha, tínhamos que ficar a balada toda com ela. Bolsa é luxo, mas quem não curte mãos livres? Foi aí que decidi fazer as pochetes divertidas com a cara da nossa marca para agregar valor ao look do meu público e ao mesmo tempo com funcionalidade de deixar todos livres, diz.

Os acessórios confeccionados por Nara fizeram tanto sucesso que o Jornal O dia a contatou para fabricar uma pochete que fosse a “cara” da cantora Jojo Toddynho, e a Skol pediu para que a designer desenvolvesse pochetes para o carnaval de São Paulo: A Skol entrou em contato conosco e pediu que fizéssemos as pochetes com nossa identidade. Foi um grande desafio para nós. Desenvolver um produto para uma grande marca e em grande quantidade em um prazo apertado. Já com a Jojo foi do nada. O produtor de moda do jornal O Dia entrou em contato conosco para realizar um editorial com uma pessoa que era a cara da nossa marca. Ao fazer as fotos ele nos enviou e quando olhamos, quem era? Jojo Toddynho. Ficamos muito felizes em ter uma pessoa com a cara da nossa marca, usando nosso produto e ainda mais, sendo em seu melhor momento, comenta.

28907795_1677885052257739_298011904_n
Foto: Larissa Ferreira

E não foi só a designer que conseguiu ganhar dinheiro durante o carnaval com o retorno dessa moda. Bianca Silveira, que trabalha como assessora de imprensa, nunca foi a adepta da moda, mas depois que foi furtada durante um show passou a ver o uso das pochetes com outros olhos e até se interessou em começar a aumentar a sua renda através delas: a ideia da pochete me pareceu ainda mais útil, prática e maravilhosa, conta. Ela criou junto com uma amiga a marca ‘Bolchete’ para vender as bolsinhas estilosas durante o carnaval, pois depois do ocorrido com ela, percebeu que o acessório chama menos atenção que uma bolsa comum, assim evitando furtos: Juntei então a moda que estava voltando com a necessidade de ter liberdade e segurança nos blocos de rua, explica. Mas a ‘Bolchete’ não vai ficar somente no carnaval, Bianca pretende levar adiante a ideia continuando a confeccionar o carro chefe da marca: Queremos que a Bolchet seja um produto prático para outros momentos como shows, festivais, nights, bares, eventos de gastronomia e até mesmo coisas do dia a dia como mercado, saidinha para almoçar e caminhada pela cidade, diz. Apesar da empresária acreditar que o “boom” das pochetes seja passageiro, Bianca diz que existirá novas possibilidades de remodelagem: em formatos, estampas e tamanhos, “Afinal o caminho da moda é sempre se reciclar e se reinventar”, nos responde ao final.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s